A partir de hoje começa uma nova série aqui no Tapa na Cara.
Trata-se de uma série que presta homenagens a personagens que ficaram em nossa memória, em nossa história, que marcaram de alguma maneira.
Batizamos esta série de Imortais Tapa na Cara.
Segundo o Dicionário Aurélio imortal é:
[Do lat. immortale.]
Adj. 2 g.
1. Que não morre; eterno, imorredoiro, imorredouro.
2. Que nunca terá fim; infindo.
3. Que jamais será esquecido; inesquecível.
Então toda pessoa que admiramos, que achamos que não pode ser esquecida, ou que prestou qualquer tipo digno de ajuda a humanidade pode ser eternizada aqui.
Esperamos que gostem desta série e que participem dando sugestões, contato estas sugestões podem ser aprovadas ou não.
Este post será sempre atualizado com novos Imortais.
Lírio Mário da Costa, o Costinha, nasceu no Rio de Janeiro em 1923 e foi um dos maiores humoristas que o país já conheceu.
Com o seu pai, aprendeu a ser palhaço de circo, porém quando tinha treze anos, seu pai abandonou a família.
Costinha então larga os estudos para ajudar nas despesas do lar, trabalhando como office-boy, garçom e nas horas vagas em circo.
Também foi contínuo, faxineiro, vendedor de bilhetes do jogo do bicho e até camelô.
Finalmente, quando começou a trabalhar em uma rádio, sua carreira artística do comediante começou definitivamente.
Fez vários programas humorísticos na TV, inclusive na Escolinha do Professor Raimundo onde fazia o personagem “Seu Mazarito” (em homenagem aos comediantes Mazzaropi e Oscarito) ao lado de Chico Anysio.
Participou também dos programas Balança Mas Não Cai, O Planeta dos Homens e A Praça é Nossa.
Ele contava piadas como ninguém, suas preferidas eram as de “bichinhas” e de portugueses.
Utilizava seus trejeitos engraçados e palavras de baixo calão para tornar as piadas mais engraçadas, porém a careta era sua marca registrada, e bastava olhar para ele que já dava vontade de rir.
Seus shows estavam sempre lotados.
Em matéria de palavrão, Costinha era imbatível, e por isso Sofreu muito com a censura, mas isso, às vezes, o ajudava a ficar mais famoso.
Imagine uma conversa entre Dercy Gonçalves e Costinha? Quantos palavrões iriam sair?
Costinha também fez mais de 50 filmes e laçou sete discos de piadas.
Também fez grande sucesso no teatro na peça “O donzelo”.
No dia 15 de setembro de 1995, Costinha faleceu aos 72 anos no Rio de Janeiro, vítima de enfisema pulmonar.
Somos até contra palavrões gratuitos, mas vindo de costinha isso é poesia.
Veja este vídeo sensacional onde costinha faz uma propaganda das Raspadinhas do Rio, depois volta e a refaz do seu jeito só para alegrar a produção da propaganda. O primeiro comercial foi ao ar, o segundo por razões óbvias, não foi!
Esta semana vamos dedicar a Charles Chaplin, um dos maiores gênios da história do cinema mundial. Além deste post contendo um pouco da história de Charles Chaplin, vamos no decorrer da semana, mostrar vários vídeos com trechos de filmes clássicos feitos por ele.
Charles "Charlie" Spencer Chaplin nasceu em 16 de abril de 1889, em Londres, filho de artistas de variedades Hannah e Charles. Chaplin teve uma infância miserável e chegou a roubar comida para sobreviver, depois que seu pai abandonou a família e sua mãe foi internada como louca.
Em 1914, Chaplin criou o personagem que o tornaria famoso: O Vagabundo, atrapalhado maltrapilho de bengala e chapéu-côco. ¨O Vagabundo¨, era conhecido popularmente como Carlitos, e com ele fez todo o mundo rir e chorar de suas aventuras.
Foi realmente um dos grandes gênios do cinema, fez diversos filmes que se tornaram clássicos anteporais que até hoje é visto e admirado por milhares de pessoas.
Ele conseguia misturar de uma maneira romântica e plêmica, drama, humor, mensagens de amor ao próximo, criticas, cavalheirismo, etc de uma maneira até então única e isso no cinema mudo, onde não havia nenhum tipo de voz humana. Sem dúvida nenhuma ele foi e é referência para muitos artistas e cineastas.
Porém sua vida foi dramática, quando criança viveu em orfanatos e passou fome, o que provavelmente inspirou a criação de Carlitos e vários filmes.
Casou-se e divorciou-se várias vezes, e a maioria dos casamentos criaram situações polêmicas, tumultuadas e estressantes. Foi exilado dos Estados Unidos e da Inglaterra. Foi considerado traidor por várias pessoas ligadas ao cinema europeu e acusado injustamente de comunista.
“A vida é uma tragédia se a vê de perto, mas uma comédia se olha de longe” falou uma vez.
O seu maior erro profissional, talvez tenha sido o de não se adaptar, ou não querer se render ao cinema falado, fato que para muitos foi considerado teimosia e outros orgulho.
Depois dos 20 anos que viveu no exílio na Europa, Charles Chaplin volta aos EUA para receber um Oscar em 1972, e sem nenhuma magoa no coração, disse: “Este é um momento muito emocionante para mim e as palavras parecem fúteis, imprecisas ... Só posse dizer obrigado pela honra de ter sido convidado a vir aqui. Vocês são maravilhosos, gente doce”.
Além de escrever, dirigir e atuar nos seus filmes, Chaplin também era responsável pelas trilhas sonoras de todos os seus filmes e criou canções imortais, como "La Violetera" - de "Luzes da Cidade", "Smile" - de "Tempos Modernos" - e "Limelight" - de "Luzes da Ribalta".
Quase no fim de sua vida, sua obra e genialidade também foram reconhecidas na Inglaterra, e em 1975, depois de muitos anos de exílio, foi condecorado cavaleiro pela Rainha Elizabeth II.
"A vida é maravilhosa se não se tem medo dela."
No último Natal fizeram 30 anos da morte de Charles Chaplin, que morreu com 88 anos de idade em 1977.
"Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando; falei como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria."
Confira neste vídeo uma reportagem e uma pequena homenagem a vida e a obra de Charles Chaplin.
Quando li que já se passaram 15 anos de havia falecido resolvi voltar com Os Imortais Tapa na Cara, dedicado a personagens eternos do humor ou da história, pessoas que não devem e nem podem ser esquecidas, então vou retroceder no tempo para tentar mostrar um pouco quem foi esta figura ímpar e sua importância para música, cinema e TV brasileira.
A história: Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum nasceu no Rio de Janeiro no dia 07 de abril de 1941, e além de ter sido um dos humoristas mais autênticos, se não o mais, que já existiu foi também músico integrando, inclusive, o grupo de samba Os Originais do Samba.
Apesar de ter tido origem humilde estudou muito e após 9 anos em um colégio interno saiu com um diploma de ajustador mecânico.
Pertenceu durante oito anos de sua vida à Força Aérea Brasileira, neste tempo aproveitou para desenvolver sua musicalidade. Fundou com amigos o grupo Os Sete Modernos, que vira a se chamar mais tarde Os Originais do Samba onde o sucesso alcançou patamares mais altos se apresentando em diversos países e tocando em todas as rádios e TVs dos anos 70. Diz a lenda que foi na TV que Grande Otelo o “batizou” de Mussum.