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Nenê de Vila Matilde - Samba-Enredo 2008 - Letra

Nenê de Vila Matilde - Samba-Enredo 2008

Nenê, Adriano Bejar e Sulu

"Um vôo da águia como nunca se viu! Também somos folclore do nosso Brasil - 110 anos aprendendo com Câmara Cascudo"


Pra encantar a avenida
A águia vem mistificar
De boca em boca, pai pra filho
O modo de agir, sentir e pensar (ô potiguar)
Câmara Cascudo mostrou para o mundo
O folclore popular
Brasil da miscigenação, nosso povo estende as mãos
Vamos mestiçar

Costumes do nordeste... Óxente, cabra da peste
Vem pro forró dançar, poeira levantar
Maracatu, festa junina
Boi-Bumbá no norte, Parintins, o ponto nobre
Pro mal olhado tem reza forte
O pajé pode salvar

Ferraduras e carrancas... Patuás
Quem foi que deixou o espelho se quebrar?
No Centro-Oeste não pesque sem oração (porque)
Assombração vai te pegar

No sul brinquei
De cabra cega e amarelinha
E reparei num lindo canto que ouvia
Até o saci se encantou
Não é chula, nem fandango
E perguntou: - Que som é esse?
Que cadência diferente
Protegida pelos deuses
Me responda quem vem lá
Eu sou nenê! Da culinária, batucada e carnaval!
No sudeste a festa é pra valer!
Folclore vivo nesse amanhecer

Minha escola de samba é evolução!
Bateria de bamba, toca até jongo e baião
A nossa bandeira, manto sagrado
Gueto azul e branco, mito respeitado

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